Sereno patriarca

Ó vida que devora a vida nas palavras
e nos nomes dos bichos da floresta
vivia nas cidades pedra o homem
filho  do homem e de Deus, que lhes deu
o sopro e o mundo, a mulher e a terra
a prole e as sementes; a chuva
e a carne, a fome e as colheitas

Onde está a palavra nome
que concebe e arrebata?

Onde está a palavra homem
a que o céu resgata?

A que tempo não mais serei o pó
que sou e o pó que fui
ou o pó que tornarei a ser?

L.M.

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