Não é culpa do tempo tanta coisa acmumulada. As vezes que fiquei a pensar se o tempo tivesse consciência de si, se se julgasse útil para algum fim e — subitamente protestasse pelo uso indevido...
Ah, o tempo ia vomitar tudo de volta ao mundo, sobre as nossas cabeças até. E fazer uma bariátrica. Não mais aquele saco sem fundo.
O tempo tão velho, por que não se aposenta?
Já pensou se o tempo criasse asa e (liberto dos relógios) nunca mais fosse visto ao passar das horas?
Enfim, enfim o tempo não é mesmo um saco sem fundo. E pode, ele, não se dar conta, mas de fato existe.
Existe porque a gente existe. E um dia se acaba, como a gente se acaba, termina.
E o fim será exatamente, exatamente...
L.M.
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