O melhor poema é o que nada
nasce do nada
e o seu nado suave é capaz
de fazê-lo pairar...
é tal o espanto
que sentimos pressão nos ouvidos
quando visto de corpo inteiro depois
de passar por sobre as nossas cabeças
ou quando o seu rabo de peixe passa
a bulir na cortina e na casa inteira
no calor dos dias quentes de verão
batucando nos cantos
os velhos poemas cansados de peixe
e cheios de dias lentos
que este hoje arrasta
tão devagar...
penso
de nada adiantam
as obras através do tempo.
L.M.
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